Um boteco para cada 8 pessoas

Segue notícia do Estadão:

“Até o início do século 20, a ocupação da região da Serra da Saudade, no centro-oeste mineiro, resumia-se a duas fazendas e outras pequenas propriedades. Com a construção de um ramal da estrada de ferro que ligava Belo Horizonte a Paracatu, o local ganhou status de lugarejo. Na década de 1960, Dores do Indaiá se emancipou e serviu de ponto de parada para viajantes que seguiam para Brasília e transportavam material para obras na novíssima capital federal.

uase meio século depois, a cidade guarda características de lugarejo. Com 815 habitantes, é o segundo município menos populoso do País. Conforme o Censo 2010, Serra da Saudade só não tem população menor que Borá (SP), mas deverá ultrapassá-la já em 2012, pois perde habitantes a cada ano.

Minúscula em termos de população, possui área maior que a da capital mineira – 334,56 km², contra 330,23 de Belo Horizonte. Na área urbana, três ruas abrigam 277 casas.

Emancipada em 1963, Serra da Saudade depende das vizinhas Dores do Indaiá e Estrela do Indaiá. Não tem posto de gasolina, farmácia, padaria ou restaurante. Mas conta com quatro igrejas e dez bares – média de um boteco para cada oito moradores.

Os saudadenses acabam deixando a cidade por um motivo simples: a falta de trabalho. ‘É um lugar que praticamente não oferece emprego. Quem não gosta de trabalhar na roça tem de trabalhar na prefeitura’, conta João Faustino Filho, o Joãozinho, de 39 anos, cuja família há quatro décadas mantém um supermercado na cidade.

A tranquilidade em Serra da Saudade costuma ser quebrada apenas pelos automóveis que cruzam o município em direção a cidades vizinhas. A estimativa é que aproximadamente 25% da população resida na zona rural.

Um dos moradores mais antigos, o aposentado Geraldo José Camargos, o ‘seu Lalau’, de 78 anos, divide-se entre a casa na área urbana e a propriedade rural de 36 alqueires. Casado com uma ex-diretora da escola municipal, ele pensou em deixar o município quando jovem para ‘enfrentar coisas melhores’. ‘Mas agora não dá mais.’

Para a prefeita Neusa Maria Ribeiro (PDT), a população pequena tem a vantagem de facilitar o ‘relacionamento afetivo’. ‘É como se estivesse administrando uma grande família.'”

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E aí eu pergunto: onde você quer socializar no Carnaval? =D

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Posted on 30/11/2010, in Filosofia de Bar, Todas and tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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