Este botequeiro que vos fala chegou a Salvador às 2 da madruga na quarta-feira. Apesar de ter uma reunião às 9, estava sorrindo. Quando acordei, recebi o recado que a reunião foi remarcada para às 20h (aí, não tava sorrindo). Obviamente, pensei em fazer um city tour e descobrir os botecos, evento que foi miado por uma chuva e céu nublado (enquanto isso, a galera fritava em Sampa). Acabei me conectando com o escritório e trabalhei. Como era preciso almoçar, fui para o Pelourinho. Avisei a chefia, que adorou a notícia e evitou manifestar sua inveja com palavras ofensivas. Enfim, após almoçar às 15h, fui buscar conteúdo para os bebuns que acessam o blog (E arriscando o meu trampo. Tá vendo como curto esse blog?).
A idéia era procurar botecos na região e apreciar a vista da Baia de Todos os Santos como foi sugerido pela Sra. Se mata em um post anterior. Comecei a descer o Pelourinho, a subir o Pelourinho e cheguei a conclusão (confirmado por nativos) que não tem como ter essa visão no local. A Sra. Se Mata mandou seguir o fluxo, mas não disse o que fazer quando não há ninguém. Decidi seguir o meu caminho e acabei meio que longe do início do trajeto e num terreiro. Não conhecia a experiência religiosa e fiquei 15 minutos (não, não fui roubar a pinga). Saí e segui o caminho em busca do boteco.
Acabei em Santo Antonio além do Carmo (já perguntei umas 10 vezes pros baianos, não consigo considerar tudo isso um único lugar). É pertinho do Hotel Pestana, onde antes era um museu e há ainda a placa (do museu e do hotel). Obviamente, decidi conhecer o museu e fui informado de que não havia mais nada. Calma, a saga não acabou. Ao tentar “invadir” o Pestana, acabei subindo uma escadaria e vi a tal da Baía de Todos os Santos. Pensei comigo: uhul, tem que ter um bar aqui perto.
Havia duas casas que se intitulavam como bar um pouco mais para frente do Pestana. Entrei na primeira que também é restaurante italiano, a Al Carmo. Ela foi até mesmo recomendada pela Veja Salvador e demonstra isso em uma placa que coloca na frente. Entrei e vi um local decorado de forma neoclássica e desconsiderei o requinte por estar em um lugar histórico. Enfim, só serviam as marcas de cerveja que tem em qualquer barzinho. Uma amiga minha contou da cerveja Bossa Nova e recomendou distância, mas eu estava atrás de aventura (hahahaha, não aguentei).
Ainda não consegui atingir essa meta, mas com certeza me aventurei no outro bar, que não tinha o nome legível na placa. Entrei no local e havia aquele balcão alto e de madeira do começo do século. O garçom me direcionou para a mesa, um caminho que envolveu passar por uma área pouco iluminada que possui uma luz no fim (do túnel) e é cercada por engradados de cervejas e freezers.
O caminho tosco foi esquecido rapidamente quando vi a Baía de Todos os Santos (valeu, Sra. Se Mata). Havia apenas cinco pessoas no local e elas provocavam certa sensação de insegurança. Ignorei a encarada de dois caras que contavam aos berros que muitas vezes não tinham dinheiro pra uma breja (E eu, com cara de gringo do lado). Sim, já confundiram várias vezes na cidade. Ouvi frases como: Original pictures (pinturas), açaí sements for love (não tenho culpa do inglês alheio). Para se ter uma idéia de quão sujo era o boteco, curtam as fotos.
Foto: Al Carmo Foto: bar com nome ilegível
Como não havia a Bossa Nova pra tomar, optei pela Nobel (não é o prêmio). Acabei perguntando quem produzia e recebi a resposta que era a Schin que comprou a marca pernambucana em 2007. Há vários bares soteropolitanos com as bandeirinhas da cerveja que a empresa de Itú considera de qualidade. Como disse, estava para me aventurar e mandei descer a garrafa (R$ 3,00). Ela surpreendeu. Acabei gostando, mas acho que poderia ser mais encorpada. Tomei apenas uma e estava morrendo de sede por causa de tanta ladeira e calor. Não havia nada de excepcional no cardápio para um nordestino. Para um paulista, havia carne de sol com pirão de aipim ou com farofa (R$ 14,00), pirão de aipim (R$ 7,00) e arrumadinho (R$ 14,00). Como já tinha almoçado, só tomei a breja e curti a vista. Paguei minha conta e fui embora sob os olhares dos dois malucos.
Antes Depois
Não sei dizer onde achar o bar ou como chegar no local, o Al Carmo e o Hotel Pestana são referências. O meu conselho é: bata perna, ache Salvador e seu boteco. No mínimo, vai ser interessante.
Dei mais uma andada, passei pelo elevador Lacerda, Mercado Modelo e fui embora para me arrumar pra reunião. Como saí perto das 23 horas, pensei em ir para um bar. Decidi novamente seguir a dica da Sra. Se Mata e acabei no bairro Pituba. Olhei as ruas e voltei para o hotel. A maioria dos bares estavam fechados ou cheios de casais.
Ah, dia 5 de setembro começou o Comida di Buteco Salvador.











Você segue dicas demais minhas! HAhahah
Eu avisei que eu tava bêbada quando fui no bar com vista para a Baía de Todos os Santos! Tentei achar o boteco uma 2ª vez, sóbria, e nem o cara que tava comigo, um nativo morador do Pelourinho, sabia onde era e, claro, SE existia…
Se pá é o tal do nome ilegível, mesmo.
Mas vale lembrar: é inverno, baixíssima estação. Todas as vezes que fui pra Salvador era janeiro, verão, cidade lotada. Rola uma puta diferença. E esqueci desse detalhe ao recomendar Pituba.
Por: Sra. Se Mata em Setembro 8, 2008
às 6:37 pm
O nome do tal boteco é Cruz do Pascoal, para aqueles com síndorme de amnésia alcoólica, fica em frente a… Cruz do Pascoal ! Sim, uma cruz no meio da rua (coisa de baiano mesmo), entre o Pelourinho e o Santo Antonio. é sujinho mas tem cerveja gelada a preços pouco turísticos e tira-gostos com pedigree de baiano.
Por: Marcolinium da Bahia em Agosto 3, 2009
às 11:21 pm